Perguntas frequentes

As perguntas que vêm antes da primeira conversa.

Estas onze perguntas chegam quase sempre pelo WhatsApp, antes de qualquer encontro. Respondi cada uma por escrito, com o que é fato verificável e com o que depende do seu caso.

Nenhuma resposta aqui é recomendação de investimento nem análise de valores mobiliários.

Não estou satisfeito com o meu assessor de investimentos. Como funciona trocar?

Trocar de assessor não exige vender nada. Se você já é cliente XP, é uma alteração de vínculo pedida a qualquer momento, sem justificativa e sem custo: os ativos ficam onde estão, com a mesma quantidade e o mesmo preço médio. Só muda quem acompanha.

Na XP o pedido é feito pelo navegador — o aplicativo não tem essa opção:

  1. Entre no portal da XP pelo computador.
  2. Menu Atendimento → Troque de assessor.
  3. Na caixa do assessor atual, clique em ALTERAR.
  4. Em “Você sabe o código do Assessor de Investimentos para o qual deseja ser transferido?”, marque Sim.
  5. Digite o código 26522 e clique em BUSCAR. Confira se aparece meu nome e o escritório.
  6. Insira a sua assinatura eletrônica.
  7. Clique em REGISTRAR SOLICITAÇÃO.

Na busca pelo código vai aparecer Vitória/ES. É regra da XP: o sistema mostra o endereço da sede da Valor Investimentos, não o da unidade de cada assessor. Eu atendo em São Paulo.

Quatro sinais de acompanhamento que você mesmo checa: com que frequência foi procurado nos últimos 12 meses; se existe um objetivo escrito em algum lugar; se você sabe explicar em voz alta o que tem e por quê; se alguém já lhe disse “não faça nada agora”.

Carência, quando existe, é do produto e não muda com a troca.

Recebi um valor alto de uma vez (herança, venda de empresa, indenização). O que eu faço antes de sair investindo?

Antes de investir, o dinheiro precisa ter dono, prazo e destino. Um valor que chega de uma vez raramente é um bloco único: parte já está comprometida com o imposto do próprio evento e com dívidas assumidas, parte é reserva para os próximos 12 meses, e só o que sobra depois disso entra numa conta de décadas. Separar essas três parcelas muda mais o plano do que a escolha do que comprar.

Há decisões que vêm antes e não são de investimento: ITCMD e inventário na herança, ganho de capital e cláusulas do contrato na venda de empresa, pendências societárias, efeito do regime de bens. Isso é conversa com contador e advogado, e o prazo fiscal costuma ser mais curto que a pressa de alocar.

Ficar 30 ou 60 dias sem decidir é uma decisão legítima. Entre decidir rápido e decidir certo, o prazo curto é o que pesa menos: a estrutura acompanha você por décadas.

Sou PJ e tiro pró-labore. Meu contador cuida da empresa e ninguém cuida do resto. Por onde eu começo?

Comece pela fronteira que ninguém cobre. O contador cuida do regime tributário e da apuração da empresa, o advogado cuida do societário, e no meio fica um conjunto de decisões sem dono: o que fazer com o caixa que se acumula na PJ, em que proporção sair pró-labore e distribuição de lucros, e para onde vai o dinheiro depois que chega na pessoa física. Todas têm efeito tributário e efeito patrimonial ao mesmo tempo, e é por isso que ficam órfãs.

Duas contas mudam quando a renda vem de PJ. O patrimônio que sustenta a sua independência inclui o que está dentro da empresa, e ignorar isso subestima o que você já construiu. E a contribuição ao INSS tem teto, com o benefício futuro limitado por ele: tudo que o seu padrão de vida passa disso precisa sair de algo que você construiu antes.

Escrevi o caso em detalhe para médicos, e a estrutura vale igual pra advogado, dentista ou sócio de empresa pequena. A conta é a mesma; muda o nome da profissão.

Como você é remunerado? Eu pago alguma coisa por isso?

Sou remunerado pelo intermediário, não por você diretamente. Dentro da assessoria existem dois modelos, e a escolha é sua.

No comissionamento, a XP recebe receita na distribuição dos produtos e repassa uma parte ao escritório contratado, que remunera o assessor. Você não paga honorário a mim pela conversa, pelo plano ou pelo acompanhamento. No fee fixo, você contrata por escrito um percentual anual sobre o patrimônio, e a minha receita deixa de variar conforme o produto. Dos dois, é o que eu prefiro na minha própria prática: a conta fica combinada por escrito antes de qualquer produto entrar na conversa.

O comissionamento cria conflito de interesse potencial, e dizer onde ele está é melhor do que fingir que não existe. É por isso que eu apresento os dois modelos na primeira conversa, com o que muda em cada um. O intermediário também é obrigado a divulgar ao cliente informações sobre a remuneração que recebe na distribuição.

A Valor atende em três formatos, e eu atuo em um deles: a assessoria. Consultoria de valores mobiliários e carteira administrada não são prestadas por mim — são serviços de empresas do grupo com registro próprio na CVM para isso, cada uma com o seu diretor responsável. O fee fixo, a consultoria e a carteira administrada compartilham a mesma lógica de taxa contratada, e entre eles a diferença não está no preço: está no escopo e em quem decide a carteira. Se você quiser conhecer os outros dois, eu apresento quem responde por eles.

Qual é a diferença entre assessor, consultor e gestor de investimentos?

São três registros, e cada um permite uma coisa. O assessor de investimentos, regulado pela Resolução CVM 178, atua vinculado a um intermediário, distribui os produtos dessa instituição e é remunerado por ela. O consultor de valores mobiliários tem registro próprio, é remunerado diretamente pelo cliente e pode analisar e recomendar ativos de forma personalizada. O gestor de recursos decide pela carteira mediante mandato: o cliente delega, e o gestor executa sem consultar a cada movimento.

Eu sou assessor. Na prática, isso significa que nenhuma ordem sai sem a sua autorização.

Planejador financeiro CFP é certificação, não registro: soma-se ao papel de qualquer um dos três e organiza as seis áreas do planejamento financeiro — fluxo, investimentos, proteção, aposentadoria, tributação e sucessão.

Qual dos três serve depende de quanto você quer delegar.

A própria XP mantém uma página pública comparando os modelos de atendimento, o Poder de Escolha. A comparação é dela, não minha. Na estrutura em que eu atuo, consultoria e gestão de carteira são prestadas por empresas do grupo com registro próprio na CVM, e a apresentação eu faço pessoalmente: se um desses formatos é o que você procura, me chame.

Posso delegar tudo a você e não precisar aprovar ordem por ordem?

Não a mim. E o motivo ajuda a entender qualquer formato de atendimento, aqui ou em qualquer outro lugar.

Duas perguntas separam os formatos: quem escolhe o que comprar, e quem dá a ordem. Na assessoria, eu recomendo, você escolhe e nenhuma ordem sai sem a sua autorização. Na consultoria, escolha e ordem ficam com você; o consultor aconselha. Na carteira administrada, você delega as duas coisas por mandato, e o gestor decide e executa.

São quatro combinações possíveis, e só três existem. Delegar a ordem sem delegar a escolha é a única combinação que a regulação não prevê para nenhuma das três atividades. Por isso, na abertura da sua conta, você assinou um termo declarando saber que o assessor está proibido de “gerir meus recursos, atuar como meu consultor ou realizar análise de valores mobiliários”. Não é regra do meu escritório: é o desenho da atividade.

Tenho dinheiro em três instituições diferentes. Como eu enxergo isso tudo junto?

Dá para enxergar tudo junto sem mover um real. Cada instituição reporta a própria fatia, com metodologia e data de corte próprias, então o número que decide, que é o patrimônio total medido contra o seu objetivo, não existe em relatório nenhum. Ele só aparece quando alguém junta as partes na mesma régua.

O que se faz é aritmética, não avaliação: você soma o que tem em cada instituição e mede esse total contra o objetivo escrito. A pergunta que isso responde é “quanto eu tenho e onde estou em relação ao que eu quero”. A pergunta “qual dessas aplicações rendeu mais” é análise de valores mobiliários, e isso está fora do que eu posso fazer.

Enxergar junto não implica transferir nada. Manter patrimônio dividido entre instituições tem razões legítimas, e a visão consolidada funciona igual.

Seis relatórios desencontrados não formam uma conta de aporte.

Existe um valor mínimo para ser seu cliente? Meu patrimônio é pequeno demais?

Existe, e ele não fecha a porta. A minha assessoria direta atende a partir de R$ 1 milhão de patrimônio. Abaixo disso, fale comigo do mesmo jeito. Eu direciono você a um profissional qualificado do meu time, na mesma estrutura e na mesma plataforma, e a conversa acontece igual.

Fora o valor, o que define encaixe é o horizonte medido em anos, a disposição de seguir um plano escrito e revisá-lo, e uma decisão real na mesa: um aporte, um resgate, uma aposentadoria com data, um evento de liquidez.

Se você ainda não sabe onde está, a ferramenta de planejamento do site é gratuita, leva cerca de 6 minutos e não pressupõe patrimônio nenhum. Ela devolve em PDF uma projeção construída sobre as premissas que você mesmo informa, e é simulação, não promessa de resultado.

Como funciona a primeira conversa com você? O que eu preciso levar?

Você não precisa levar nada. A conversa leva entre trinta minutos e uma hora, e ela é sobre você: qual é o objetivo, em que prazo, o que já está decidido e o que está travado. Patrimônio entra depois, em ordem de grandeza, porque a estrutura vem antes do produto. Não há apresentação de produto.

Documento não é preciso nesse primeiro encontro. Se para a segunda conversa eu precisar de algum, eu peço na hora.

Você termina sabendo em que ponto do próprio plano está e quais decisões estão em aberto, mesmo que nunca vire cliente.

No fim, uma de duas coisas: se houver encaixe, combinamos o plano — objetivos, prazos e a cadência de revisões, que está descrita em Sobre. Se não houver, eu digo na hora e indico o caminho que faz sentido. Em nenhum dos dois você sai devendo alguma coisa.

Se eu virar seu cliente, onde fica o meu dinheiro? Preciso trocar de banco?

A conta é aberta na XP, em seu nome, e os ativos ficam sob a sua titularidade. Eu não movimento recursos, não tenho mandato para alocar e não executo ordem sem autorização sua. Cada movimento é discutido antes de ser executado, e isso é desenho da regulação: o assessor distribui e acompanha, quem decide é o titular.

A sua conta bancária do dia a dia continua onde está. Salário, contas e cartão não precisam mudar de lugar pra você ter investimentos em outra instituição, e muita gente mantém esse arranjo por anos.

Onde conferir sem depender da minha palavra: a consulta pública de assessores de investimento, a relação de assessores autorizados publicada pelo próprio intermediário, e o contrato que você assina na abertura de conta. São três consultas públicas e nenhuma passa por mim.

Você atende quem mora fora de São Paulo? Como funciona o acompanhamento a distância?

Atendo de São Paulo, presencial ou por vídeo, e boa parte das conversas acontece na tela mesmo com quem mora a vinte minutos daqui. A unidade da Valor Investimentos onde trabalho fica em São Paulo, e a Valor tem unidades no Espírito Santo, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Goiás e no Distrito Federal. A operação é executada pela infraestrutura da XP, que é a mesma em qualquer endereço.

O que a distância muda é o formato do encontro. A cadência das revisões e a estrutura de custódia continuam iguais, e dúvida no meio do mês chega por WhatsApp de qualquer estado.

Se você mora fora e quer testar como funciona, a primeira conversa por vídeo custa uma hora do seu dia.

Se a sua pergunta não está aqui, me chame.

Ela provavelmente é específica demais para uma página. Havendo encaixe, seguimos; não havendo, você sai sabendo mais do que entrou.